Cristiano - Pintor


Cristiano é um pintor que usa o seu blog pra divulgar seu trabalho e prestar consultoria aos internautas e empresas.
Ele é um exemplo de como uma simples ferramenta -no caso a blogosfera- torna um simples pintor em um empreendedor.
Então, caso tenha alguma dúvida ou precise de um profissional é só entrar em contato com o Cristiano!

.::EmilianaDesign::.

flying carpet
As sócias Ana Mir e Emili Padrós se conheceram em Londres, eram colegas no mestrado na Saint Martins School of Art and Design. Em 1996 montaram seu estudio para desenvolver seus projetos individuais e em dupla, o Emiliana Design Studio. Pelo jeito deu certo, em 2008 foram destaque no Salão do Móvel de Milão, com as suas cadeiras inspiradas em paletes de contrução, as Palette Sillas. São encaixaveis, não derrapam e tem muita estabilidade.

Silla Palet


Silla One
Este biombo também é muito interessante. A sua estrutura permite que a luminozidade atravesse a peça fazendo um jogo de luzes e sombra no chão.

Biombo Tokio
Há no mercado vários tipos de suportes 'invisíveis' para livros e revistas mas este acessório especialmente desenhado para o banheiro é super original e prático e tem a versão para 2 rolos de papel!

Anonymous Family
Além dos projetos realizados em conjunto no site se encontra também vários itens individuais de Ana Mir e Emili Padrós. Esta esponja de lavar louças desenhado por Emili é uma graça.

The Original Christmas...
Esta bolsa é um projeto-piloto de Emili. A bolsa, com um laptop pode ser progamada para inumeras tarefas diferentes e interage com o usuário por comandos de gestos e voz.

T.O.U
Ana Mir é um caso a ser estudado pela ciência. è uma tarada!( rsrsrsrs) Seus projetos individuais vão de um anal-toy, capa erótica à uma mesa de caramelo, que aliás eu queria!
Ficou curioso? Entra aki... e veja tudo mais que essas loucas inventaram!

Dedo
T+

.::Flávio de Carvalho::.

"A arte que interessa é aquela que procura destruir uma suposta verdade".


Quando iniciei a pesquisa sobre Flávio de Carvalho os primeiros artigos foram sobre a "Experiência nº3". Pasmem vocês que o Cara em questão decidiu lançar moda em pleno verão de 1956- a idéia? Saiu desfilando com sua saia plissada, acima do joelho e sandálias. Nem Dior tinha pensado nisso para a mulher na época. Resultado: em 1957 Dior lança a sua versão para revolucionar o guarda-roupas feminino pós guerra. Será coincidência?!
Flavio formou-se em engenharia, atuou como pintor, arquiteto, designer, fez de tudo.
Um dia passeando pelas ruas de São Paulo, encontrou uma multidão na saída da procissão de Corpus Christi, Carvalho recusou-se a retirar o chapeu que usava enfurecendo a multidão. Escreveu:
"Negras velhas de óculos e batinas, grupos de homens de cor segurando estandartes, velas; anjinhos sujos enfeitados com estrelas de papel dourado mal pregadas, mulheres gordas vestidas de cor de rosa com cabelo bem emplastado, olhavam o mundo ao redor com infinita piedade. Uma susseção de gase amarela, de tecidos pretos, veludos, padres rendados, crianças engomadas pintadas e sujas de pó de arroz, olhavam com espanto; freiras gordas e palidas se mexiam como besouros enormes, e o trafego parado. Olhei para catedral e no topo da escadaria, homens beatos que arranjavam como um cuidado sexual, ramos de folhas, flores, panos dourados e coisas em tordo de um altar. (...)"
Segundo um artigo que li ele achava fundamental 'desvendar a alma do crentes por meio de um reagente qualquer que permitisse estudar a reação das fisionomias, nos gestos, no passo, no olhar, sentir o pulso do ambiente'. Carvalho fugiu sendo salvo pela policia de um quase linchamento por provocar os crentes. Foi acusado de Comunista, essa foi sua experiência nº2.
Era um loco, mas eu gostaria de conhece-lo.
Na série Trágica, o artista transformou em atelier o hospital em que sua mãe estava internada.
.::Composta por 9 desenhos, a série possui o ritmo macabro das contorções e sufocamentos das mortes não instantâneas. Cada desenho, um instante, um (des)velamento do morrer e da figura materna. A cada instante, assim como a vida que se esvai, o traço do artista vai tornando-se cada vez mais leve e frágil; abaixo, a mórbida insígnia: minha mãe morrendo::.(mac virtual)
Hoje as obras encontram-se no MAC de São Paulo.


Era um designer completo, projetava tudo em seus trabalhos, inclusive maçanetas, corrimão...
A obra de maior destaque arquitetônico no acervo de Flavio de Carvalho é a sede da Fazenda Capuava, pertencente a sua familia, hoje sedia uma Associação responsavél pelo tratamento de crianças e adolescentes com deficiência, administrada porHeloisa de Carvalho Crisciuma.

Carvalho junto ao bloco prapezoidal, com pé direito de 8m
A cadeira abaixo de extrutura de ferro e encosto de percintas de couro foi desenhada para a Fazenda.


.::O aspecto mais curioso está do lado de fora. Em forma de avião, quando visto de cima, o imóvel deve ser um dos poucos no mundo que não possui frente, fundos ou laterais. Qualquer face parece ser a mais importante aos olhos do observador. Quatro portas permitem a entrada, sendo que uma delas fica em frente à piscina olímpica, para saltos ornamentais. Fiel retrato de seu polêmico idealizador e morador, o imóvel é tido como o marco da arquitetura moderna do Brasil.


Apesar de ter sido premiado em vários concursos com seus trabalhos, poucos foram executados, o que torna a casa mais preciosa. Sua construção foi concluída em 1938. Tombada como patrimônio histórico, em 1982, pelo Conselho do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Cultural (Condephaat), a casa começou a ser reformada em 1994 mas os trabalhos foram interrompidos por falta de verbas da Secretaria Estadual de Cultura.

Em 2003, quando se completaram 30 anos da morte do artista, a família de Flávio se propôs a custear a recuperação da casa. Em contrapartida, pediu para utilizar o local como Área de atividades pedagógicas dos pacientes de uma clínica de equoterapia mantida na fazenda.

Segundo a herdeira Heloísa de Carvalho Crisciuma, a casa será usada para desenvolver atividades de artes, música e educação voltada aos pacientes, cerca de 100 crianças especiais e adultos. Heloísa disse que já está quase concluído o projeto de recuperação, feito pela arquiteta Adriana Monteiro, sob superviSão do arquiteto Flávio Moraes, do Condephaat.
A Associação Cultural Educacional Social e Assistencial (Acesa), resgata capacidade de atuação de crianças, jovens e adultos através da equoterapia (método que utiliza o contato com cavalos como instrumento terapêutico)::.




.::Entrando nos anos 30 e 40::. Lucio Costa

“O Brasil não tem vocação para a mediocridade.”

Dá pra dizer que o mobiliário 100% brasileiro só foi projetado depois de 1930. As marcenárias procuravam reproduzir o que se usava no exterior, os materiais, o design. Os responsáveis pela cultura da mobilia personalizada eram influenciados principalmente pelas escolas alemãs e francesas. Com a semana de arte moderna de 1922 e a exposição da Casa Modernista construida no ano de 1928, os artistas locais começaram a valorizar um estilo totalmente brasileiro, rompendo com as influências europeias. Foi nessas décadas que revoluções também começaram a acontecer na arquitetura do país, sendo responsáveis pelo inicio dessa mudança Lucio Costa, Warchivchik e Oscar Niemayer, liderados por Le Courbisier.
Lucio Costa estudou pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, formando-se em 1924, seis anos mais tarde é nomeado diretor da entidade. Foi ele também responsável por trazer Warchavchik para lecionar na escola e pela modernização do ensino da arquitetura brasileira antes neocolonial, considerado por ele uma "mentira".
Acima com o livro: Registro de uma Vivência
Seu lado menos conhecido é o de designer, que, embora menor no conjunto de sua obra, revela a mesma genialidade de sua arquitetura e urbanistica. A maior parte dos móveis assinados por ele encontra-se no Park Hotel de Nova Friburgo (RJ).
Costa assinou todo projeto - a pensão de 12 quartos uniu a tecnica e materiais locais com o modernismo da época. Inflelizmente hoje os herdeiros da Familia Ginle não tem os recursos necessários para manter o hotel, que está fechado a quatro anos e precisa de reformas estruturais e os móveis estão em péssimo estado de conservação.

.::"No Park Hotel, temos estrutura aparente, mas de toras roliças de madeira; amplas vidraças, mas que incluem uma fileira de janelas guilhotina; muita luz, mas filtrada por venezianas de madeira ou cortinas de renda. A aparente simplicidade da arquitetura reserva uma experiência estética muita rica aos seus visitantes. Arquitetura e mobiliário propõe um jogo múltiplo de contrastes sabiamente orquestrado. Contrastes entre volumes, contrastes entre materiais, contrastes formais e cromáticos. Entre a pequenina recepção e o amplo espaço que reúne bar, sala de estar e refeitório. Entre o térreo de amplas janelas envidraçadas e o andar de varandas enfileiradas de treliça. No térreo, entre os espaços cheios (salas de estar e de jogos) bem plantados no solo e o espaço vazio intermediário no qual está situada a varanda suspensa. A parede em diagonal que estreita a sala de estar na proximidade da varanda introduz com maestria a irregularidade. Entusiasmado com o projeto, Lucio Costa desenhou a maioria dos móveis e luminárias. Sua filha Maria Elisa Costa supõe que foram realizados artesanalmente em pequenas marcenarias, serralherias ou oficinas de estofados. Para os quartos e respectivas varandas ele desenhou a cama de pés recuados que parece flutuar; a mesinha de cabeceira fixa de tampo sinuoso; mesas de apoio; a espreguiçadeira regulável; a banqueta para mala; o banquinho e as arandelas. Para a sala de estar: a lareira, a mesa de centro, as mesas de jantar, o bar sinuoso, os bancos altos, o sofá, as poltronas e as luminárias de ferro. Todos os móveis são leves, confortáveis e bem proporcionados. A elegância discreta tem uma presença quase anônima. Ao comparar os esboços aos móveis efetivamente realizados, observamos o aprimoramento no sentido da adequação e da simplicidade. O arquiteto descartou a realização para os quartos de uma mesinha de apoio com estrutura tubular de ferro, que seguia a linguagem industrial de Marcel Breuer, em favor de uma mesinha redonda delicadíssima de dois andares em madeira."::. ( texto - SOS Park Hotel Gilberto Paim).
Graças a sua tremenda organização, Lucio Costa é o arquiteto que tem o maior acervo. Guardava todo tipo de rascunho, hoje catalogados na Casa deLucio Costa.
Sua filha, Maria Elisa Costa, teve o pai como mestre, apresentou-lhe a Le Corbusier a quem a arquiteta se apaixonou pelo traço e foi figura presente em sua infância. O documenetário O Risco: Lúcio Costa e a Utopia Moderna (2002), conta a história da construção de Brasilia e mostra a real importancia desse brasileiro.Além de vários artigos (leia alguns deles aqui no site do vitr uvius), escreveu também o livro Arquitetura (editora José Olympio).Já fomam escritos vários livros póstumos, o mais importante Com a palavra, Lucio Costa, organizado por Maria Elisa Costa (editora Aeroplano).

Lucio Costa faleceu aos 96 anos de idade, lúcido no ano de 1998. Era considerado um homem tímido, até irônico.

"Não sou, jamais fui, modernista. Aliás, tenho horror a esse conceito que me soa falso, mas sempre participei dos movimentos de renovação válida."

...::Um recado – e um apelo – de Lucio Costa. Por Maria Elisa Costa
Ouvi tantas e tantas vezes de meu pai a recomendação que segue que faço questão de transmiti-la a vocês que cuidam, sobretudo nas pontas, do nosso patrimônio construído.
Trata-se dos cachorros dos beirais coloniais: os cachorros devem ser BRANCOS, e não pintados de cor, como virou moda de uns tempos para cá. Brancos como são na casa de Chica da Silva e na Biblioteca de Diamantina, ou em todo o conjunto do centro histórico de Paraty.
E isto porque quando se pinta de cor os cachorros, é quebrada a continuidade visual do beiral, assegurada pela monocromia. Os cachorros pintados de cor introduzem uma presença “tracejada” que compromete a intenção da arquitetura, que quer ali uma linha contínua: é como se um pequeno e renitente som agudo perturbasse a linha melódica de uma canção que não o incluía.
Cabe lembrar que Paraty conseguiu recuperar os beirais brancos graças à atuação de Edgard Jacintho, pelo IPHAN – “Educação Patrimonial”, a meu ver, começa por aí.
Uma outra observação diz respeito à questão das cores nas portas e janelas. Quando estive em Goiás, observei que freqüentemente os enquadramentos das portas e janelas e as folhas de madeira cheia são pintados da mesma cor, em tons diferentes (azul escuro-azul claro, vermelho escuro-vermelho claro, etc).
Independente de prospecções, o vocabulário cromático da arquitetura colonial usa outro tipo de acorde, partindo da palheta clássica – azul, verde, vermelho ferrugem, ocre – onde sempre são usadas duas cores diferentes – e não dois tons da mesma cor – ou então a mesma cor, no mesmo tom – os caixilhos das vidraças sempre pintados de branco.
Para concluir, é importante observar que o tom do ocre usado nas igrejas deve ser o mais próximo possível da cor da pedra, ou seja, em geral um ocre mais seco (como no Carmo de Ouro Preto) e menos amarelo do que o que tem sido utilizado em restauros recentes em Minas Gerais::...

.::Ando meio DesliGada::.

As vezes sumo mesmo do Blog.
Tenho estudado e pesquisado e quando sobra tempo, to dando uma de 'professora particular'.
Mas não deixei de notar o aumento do meu IBOPE, hehehe.
Nessa ultima semana, fazendo pesquisa sobre meu curso de decoração, visitei muuitos blogs interessantes, me espantei com a quantidade de blogueiros! E eu claro, acabei me viciando nessa cultura nova. Os melhores estão ai no BlogRol ->
Bom...deu de papinho que dure!!!!
Vou seguir EstUdandoO!
T+
Hoje minha postagem não será apenas sobre a evolução do móvel brasileiro.
O primeiro video é sobre o tema, uma reportagem que achei por acaso no YouTube. Super interessante e mostra até uma cadeira do John Graz que ja postei imagem aqui no blog.

http://www.youtube.com/watch?v=j3mnAR2v1w0&feature=related

Esse próximo video demontra a integração do grafitti na decoração da casa. Tem exemplos lindos de tecnicas de stencil que qualquer pessoa pode fazer e tecnicas mais elaboradas que só mesmo um grafiteiro pode elaborar com qualidade.

http://www.youtube.com/watch?v=-W1-3F9mohQ&feature=related

.:: Anos20::.Lasar Segall


"Cada homem é filho de seu tempo e a sua expressão é a expressão desse tempo"

Nasceu em 1891 na cidade judaica de Vilna, Lituânia. Chegou ao Brasil com sua primeira esposa Margarete em 1923. Mesmo ano que Warchavchik. Um ano mais tarde separa-se de Margarete e retorna a Berlim. Artista plástico conhecido pelo mundo, Segall volta para o Brasil e naturaliza-se brasileiro no ano de 1927.
Começou a trabalhar com decoração de ambientes em 1924 decorando o Baile Futurista, no Automóvel Club de São Paulo, e o Baile de Carnaval nos Salões do Trocadero em São Paulo.


Junto com Warchavchik, então seu concunhado na época, projetaram sua residência na vila Mariana em São Paulo. Segall encarregou-se de todo projeto do mobiliário.
Hoje a casa abriga o Museu Lasar Segal.



.::anos 20::...Gregori Warchavchik..::

Me cansei procurando imagens e conteúdo sobre o mobiliário desenhado por warchavchik... cansei! rsrsrs. Não achei muita coisa. O ucraniano, naturalizado brasileiro é muito mais conhecido pela revolução que fez na arquitetura brasileira.
"Para que a nossa arquitetura tenha seu cunho original, como o tem as nossas máquinas, o arquiteto moderno deve não somente deixar de copiar os velhos estilos, como também deixar de pensar no estilo. O caráter da nossa arquitetura, como das outras artes, não pode ser propriamente em estilo para nós, os contemporâneos, mas sim para as gerações que nos sucederão. A nossa arquitetura deve ser apenas racional, deve basear-se apenas na lógica e esta lógica devemos opô-la aos que estão procurando por força imitar na construção algum estilo." G.W

-No manifesto A cerca da Arquitetura Moderna, de 1925, Gregori Warchavchik lançou entre nós os principios do racionalismo técnico construtivo de Le Corbusier. Três anos depois, colocou as idéias em prática na sua própria residência, na Vila Mariana, bairro de São Paulo.


Entretanto, foi com a construção da casa da rua Itápolis, no bairro do Pacaembú, que o arquiteto expôs ao grande público toda a força do movimento modernista. O ano era 1930. Na casa, projetada como se fosse um pavilhão de arte moderna, foram exibidas telas de Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e outros expoentes da Semana de Arte Moderna de 22. A maioria dos móveis que decoravam o interior era assinada pelo próprio arquiteto.



O evento, intitulado Exposição de uma Casa Modernista, recebeu mais de 20 mil visitantes e causou grande repercurssão na época. Mais conhecido como o nosso primeiro arquiteto moderno, Warchavchik desenvolveu ao longo de sua carreira uma linha completa de mobiliário que segue com precisão o funcionalismo de sua arquitetura.( :texto copiado de Silvia Azevedo Farias:)


Gregori Warchavchik também desenhou os móveis da sede do Clube do Automóvel de São Paulo.
Seus móveis, geralmente em tons escuros são muito funcionais.


"Construir uma casa a mais cômoda e barata possível, eis o que deve preocupar o arquiteto construtor de nossa época de pequeno capitalismo, onde a questão da economia predomina sobre todas as demais. A beleza da fachada tem que resultar na racionalidade do plano de disposição interior, como a forma da máquina é determinada pelo mecanismo que é a sua alma".

"Não querendo copiar o que na Europa está se fazendo, inspirado pelo encanto das paisagens brasileiras, tentei criar um caráter de arquitetura que se adaptasse a esta região, ao clima e também às antigas tradições desta terra. Ao lado de linhas retas, nítidas, verticais e horizontais, que constituem, em forma de cubos e planos, o principal elemento da arquitetura moderna, fiz uso das tão decorativas e características telhas coloniais e creio que consegui idear uma casa muito brasileira, pela sua perfeita adaptação ao ambiente. O jardim, de caráter tropical, em redor da casa, contém toda a riqueza das plantas típicas brasileiras."


.::ANOS20::. John Graz

O suiço John Graz chegou ao Brasil em 1920, acompanhado da namorada, Regina Gomide, e do amigo Sérgio Milliet, então seus colegas na escola de Belas Artes de Genebra.

Sua inteção era pintar os trópicos que os amigos brasileiros descreviam.


Apaixonou-se pelo país, casou-se com Regina e só voltou à Europa a passeio. No decorrer da década de 20 faz visitas freqüentes a Paris, com Regina, freqüentando os artistas brasileiros da primeira geração modernista. Ambos se interessam pelas tendências cubistas e orientais, na arte e decoração, que acabariam por eclodir em 1925 com o estilo Art Déco.

Em São Paulo, mergulhou no clima festivo e revolucionário dos modernistas e acabou participando da Semana de Arte Moderna de 1922, quando expôs sete telas no saguão do Teatro Municipal de São Paulo.
Em virtude dos trabalhos como decorador, Graz afastou-se da pintura - retornando somente em 1969. Tentou algumas experiências com a abstração geométrica, mas rapidamente retomou a figuração. Entretanto, não se pode esquecer sua importância no Modernismo Brasileiro, em especial por ter sido o responsável por levá-lo para dentro das casas, nos objetos de uso cotidiano.

Sua formação em arte, design e arquitetura levou-o a decorar as casas modernistas projetadas por Gregori Warchavchik, onde introduziu móveis de estilo art déco.
É apelidado 'Graz, o futurista'. Introduziu inovações na arquitetura de interiores, como a iluminação indireta de ambientes, o uso de materiais diferenciados - metal, cobre, tubos, chapas de aço e superfície cromadas - além de realizar afrescos, em geral com motivos históricos.
E revolucionou usando aço tubular no desenho do mobiliário. Regina completava a decoração com tapeçarias, almofadas, cúpulas de luminárias e tapetes.
Detalhista e rigorozo, gostava de desenhar todo o interior da residência: do rodapé à luminária, de mesas e cadeiras ao tapete - o que nem sempre era bem aceito pelos clientes.


Nos anos 90, algumas de suas cadeiras foram reeditadas pela Teperman com base em uma cuidadosa pesquisa promovida por Délia Beru, hoje dona da Casa21

.::Design para todos::.

Há algum tempo a palavra design evocava produtos caros, assinaturas estrangeiras e endereços exclusivos. Nos anos 90 essa percepção, compartilhada por muitos brasileiros, transformou-se radicalmente. Móveis e objetos de design conquistaram espaço em lojas grandes e pequenas espalhadas pelo país e marcaram presença até nas prateleiras dos mercados. Mais: Por trás dessa mudança, registra-se o avanço nas áreas de educação, cultura e tecnologia, refletido na evolução dos profissionais e no desenvolvimento da indústria nacional.
Hoje, além de aquecer as exportações, o design empresta qualidade ao dia-a-dia, possibilita o prazer de ter à nossa volta artefatos úteis e resistentes, que cuprem bem sua função, e claro, são belos. Entre nós, assim como aconteceu na Itália, o tema ganhou repercução à medida que os designers tiveram sua identidade conhecida. Quando deixa de ser anônimo, o produto gera proximidade e desperta interesse.
A missão deste "album", uma compilação atualizada e enriquecida das seções Design e Bom Desenho, publicados na revista
Casa Claudia entre os anos de 1995 e 2003, é projetar a identidade dos designers brasileiros e de suas criações. Com o objetivo de delimitar o escopo do trabalho, o editor Pedro Ariel Santana, arquitetoe jornalista da equipe de Casa Claudia , concentrou-se no registro de móveis, objetos e luminárias.
Para contextualizar a produção dos designers, Pedro Ariel dividiu por décadas a partir dos anos 20, avivandonossa memória com a menção das transições políticas e dos movimentos dessa cultura. Aceite e mergulhe neste rico painel desenhado pelo talento de muitos brasileiros. (texto: Silvia Azevedo Farias)

ANOS 20: A influência dos estrangeiros
A semana entre os dias 11 e 18 de fevereiro de 1922 marcou a mais radical ruptura na história da nossa cultura. Liderados por Mário e Oswald de Andrade, intelectuais e artistas decretaram o fim da influência colonial lusitana e buscaram uma alma nacional para as artes.
Curiosamente, esses jovens filhos da burguesia paulistana trouxeram da Europa as idéias do modernismo.
A principio, o movimento tomou corpo em São Paulo, onde, segundo o historiador Francisco Alembert, os adeptos pretendiam dar o grito de independência cultural da metrópole industrial contra o atraso do resto do país.
Em 1923, desembarcaram na cidade 2 jovens europeus que marcaram o cenário cultural da época: Gregóri Warchavchik e Lasar Segall.
o russo Warchavchik foi o introdutor da arquitetura contemporânea no país e autor do manifesto: Acerca da Arquitetura Moderna, no qual combatia o ecletismo acadêmico que predominava na nossa arquitetura.
O lituano Segall, já um artista, plástico reconhecido na Europa, atuou também na área de arquitetura de interiores e design, trazendo para os trópicos as novas idéias que ressoavam no Velho Mundo.
Berço do nosso modernismo, São Paulo contava na época com 14 cinemas, seis teatros e despontava como uma metrópole de ares industriais. a elite cafeeira habitava palacetes mobiliados com móveis de estilo colonial inglês, confeccionados pelo Liceu de Artes e Oficios.
Nesse cenário, que perdurou pelos décadas de 30 e 40, o conceito inovador das casas de Warchavchik causou furor e até indignação. fato parecido aconteceu com os interiores decorados pelo suíço John Graz, o introdutor do estilo art dèco entre nós.
A assimilação desse novo jeito de viver foi lenta, gradual e inexoravel.
A influência dos estrangeiros foi decisiva no início d modernisnmo brasileiro.
Primeiro com a bagagem cultural que a geração da Semana de Arte Moderna trouxe das escolas de artes francesas. Segundo com a presença de arquitetos e artistas europeus construindo e decorando novas residências em São Paulo. Se entre escritores e artistas plásticos a busca de uma identidade nacional era evidente, o mesmo não se pode dizer dos primeiros arquitetos-designers.